Dra. Anamélia Guerra

2 de junho de 2026 · 5 min de leitura

Por que o sono muda na menopausa

Insônia, despertares e fogachos noturnos têm explicação fisiológica — e caminhos de tratamento que vão além de indicar um calmante.

A queda de estrogênio e progesterona altera a regulação da temperatura corporal e a arquitetura do sono. O resultado costuma ser um sono mais fragmentado, com despertares no meio da noite e sensação de cansaço ao acordar.

Fogachos noturnos agravam o quadro, e a privação de sono, por sua vez, piora humor, apetite, sensibilidade à insulina e memória — um ciclo que se retroalimenta.

A abordagem começa pela investigação: descartar apneia do sono, avaliar tireoide, ferro, medicações em uso e higiene do sono. Só então se discute tratamento, hormonal ou não, com riscos e benefícios explicitados.

Medidas de ritmo circadiano — horários regulares, luz pela manhã, temperatura do quarto, exercício em horário adequado — têm efeito clínico real nessa fase.

Conteúdo de caráter informativo. Não substitui a consulta médica individual.

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